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Orbis Terrarum dos romanos.
A perfeição (qualidade divina) e a simplicidade do mapa T no O (Orbis Terrarum) impressionaram vivamente a mentalidade dos homens da Idade Média.
No ano de 776, São Beato adaptou o mapa romano à Teologia Cristã. Note-se a grande extensão da Terra Santa e o Paraíso, com os seus quatro rios. Os limites da Terra estão simplificados para dar ao mapa um aspecto mais regular e decorativo.
Mapas extraídos de “Cartografia Geral”,
de Erwin Raisy
“Ao que parece não haveria regra para orientar o mundo e não causava estranheza ver-se a Europa por baixo da África. Mas o que é certo é que depois de cerca de 1510 nunca mais surge na cartografia europeia uma representação do mundo em que a Europa não ocupe uma posição cimeira, dominante.
O que é que tudo isto poderá querer dizer? A partir do momento em que a Europa começa de facto a dominar o mundo, política, económica e militarmente, torna-se impensável representá-la pictograficamente ocupando uma posição inferior no planeta.
Estar em baixo é uma posição vexante e humilhante, sinal de impotência ou fraqueza. Ao contrário todos querem estar no ‘topo do mundo’.
Para ter o mundo a seus pés, os Europeus não se satisfizeram com o seu domínio colonial. Tiveram que transpor esse domínio para a própria representação do mundo. Colocou-se assim a Europa no topo do mundo.
E assim, apenas porque a vaidade dos homens fez com que se invertesse um desenho ficaram os habitantes do Hemisfério Sul para sempre de pernas para o ar.”
André T. Lepecki
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